Violência: Nota de pesar do Grupo Conexão G

Fundo-LuanyHomenagem-Face

O Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, que desenvolve trabalhos de inclusão, prevenção, testagem e encaminhamento no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, perdeu uma jovem integrante para a violência neste mês de dezembro. Com pesar, o Fundo PositHiVo compartilha a nota sobre a morte da jovem Luany e reafirma seu compromisso de atuar para que a Justiça e a educação vençam a violência, a intolerância e o preconceito.

“Nota de falecimento da nossa companheira Luany Aquamarine

O Grupo Conexão G é uma organização da sociedade civil, fundada em março de 2006, porém originada de um Grupo de Jovens que resolveram realizar ações de reflexões sobre a homossexualidade em favelas. A trajetória desse coletivo é caracterizada por um interesse comum dos Jovens de trabalhar com a minimização dos preconceitos vivida por este segmento, de forma integrada e abrangente, com o foco na temática Direitos Humano, Promoção da Saúde, cultura, segurança pública, desenvolvimento territorial, da população LGBT Moradoras de Favelas, relativas à cidade do Rio de Janeiro.

Segundo agências internacionais, metade dos crimes contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no mundo acontece no Brasil. Isso coloca o país na liderança deste terrível ranking mundial. Existe uma execução da população LGBT. Segundo a rede Trans Brasil, já foram 187 assassinatos na população de travestis e transexual brasileira.

Hoje me acordamos com uma noticia triste, uma das meninas que participava das oficinas, eventos, atividades do Grupo Conexão G, foi brutalmente assassinada. Segundo relatos Luany, moradora da Maré, estava atrás do Stop Time, onde exercia seu trabalho de acompanhante, quando de repente um carro com vários homens, desceram do carro e covardemente, brutalmente a espancaram, batendo na cabeça, chutes, socos, pauladas etc, deixando a vítima sem movimentação corporal, onde ficou estirada no chão por um bom tempo esperando a ambulância.

Luany foi levada para o hospital, onde ficou internada durante essa semana, hoje (9/12) pela manhã não aguentou e partiu! Queremos aqui deixar nossa indignação com esse câncer que é o preconceito, o pior de tudo que esse tipo de agressão é legitimada por esse estado homicida que vem assassinando nossa população trans, nossa juventudes negra através da guerra contra as drogas, e através das nossa própria política.

Muito triste tudo isso, uma jovem que perdeu sua mocidade!

Conexão G esta de luto por você querida, pode ter certeza que continuaremos lutando conta esse tipo de agressão.”

Contato