Na terça-feira, dia 22 de maio, entidades da sociedade civil que atuam na área de direitos e saúde sexual e reprodutiva, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Governo de Pernambuco fizeram um encontro para troca de informações a respeito da epidemia de Zika em Pernambuco e sobre a repercussão dos casos da Síndrome da Zika na sociedade. O evento foi realizado no Hotel Nobile Suites Executive e reuniu especialistas de diversas áreas que têm se debruçado sobre os impactos da epidemia.

“A ideia é promover um diálogo entre a sociedade civil e o poder público, ajustando e atualizando o conhecimento que se tem até agora sobre o vírus da Zika, sobre o que está sendo feito para prevenir a epidemia e também qual é o suporte que tem sido dado às mães e às famílias das crianças que nasceram com a Síndrome da Zika. O número de casos diminuiu, mas as condições que contribuíram para que a epidemia se estabelecesse e tomasse a dimensão que tomou ainda se mantêm”, explica Juliana Cesar, assessora de projetos institucionais da Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, uma das entidades que está organizando o evento.

A programação do evento possibilitou a troca de informações sobre o vírus da Zika e apresentação de dados sobre a epidemia pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e pela Secretaria de Saúde de Pernambuco. Entidades da sociedade civil e pesquisadores de universidades apresentaram dados de várias regiões do estado, em trabalhos que foram desenvolvidos desde o início da epidemia. Também esteve no encontro Jaime Nadal, representante do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) no Brasil, que vem acompanhando a epidemia desde o primeiro momento.

Mães de filhos com a Síndrome da Zika foram convidadas e estiveram presentes na sala de situação, falando sobre suas experiências. “Queremos saber como está o dia a dia dessas famílias e abordar os direitos das crianças e das mulheres diante desta condição. O que percebemos é que a situação de alarme diminuiu, mas questões relacionadas à pobreza e à falta de saneamento básico – estruturais nos casos das epidemias de arboviroses, não foram solucionadas”, complementa Emanuela Castro, da Casa da Mulher do Nordeste.

Além da Gestos e da Casa da Mulher do Nordeste, também organizam o encontro o Instituto Papai, o Grupo Curumim, o Instituto Mara Gabrilli e o GTP+. Todas as entidades fazem parte de um projeto do Fundo Posithivo que tem abordado o tema sob diversas perspectivas e com públicos de vários municípios de Pernambuco. O encontro foi patrocinado pelo Fundo Posithivo e também pela IPPF WHF – que financia ações da Gestos para o enfrentamento do Zika Virus.