Fundo doa barracas para famílias vítimas do incêndio em São Paulo

Cerca de 900 metros separam a sede do Fundo PositHiVo dos destroços do Edifício Wilton Paes de Almeida, que foi consumido por um incêndio e desabou na madrugada de 1º de maio. Imbuídos por um espírito de vizinhança solidária no Centro de São Paulo, os coordenadores do Fundo resolveram contribuir com as vítimas da tragédia. O edifício que ardeu em chamas até desabar era lar de mais de uma centena de famílias, que tinham na ocupação deste espaço única solução de moradia na maior metrópole do continente.

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Pelo menos 40 pessoas estão desaparecidas desde a tragédia, enquanto outras centenas aguardam uma solução do poder público. Homens, mulheres, idosos, crianças e pacientes de doenças crônicas estão agrupados na região do Largo do Paissandu, mais precisamente em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Para amenizar a dor e a espera desta população, o Fundo PositHiVo providenciou a doação de 15 barracas, capazes de acomodar até quatro pessoas cada uma.

Em meio à inércia do Poder Público, cabe aos movimentos sociais organizar minimamente a situação. “Está tudo muito complicado. Infelizmente a situação de abandono é geral, mas o fato positivo é que chegam muitas doações”, analisa a ativista Nilza Iraci, do movimento Geledés – Instituto da Mulher Negra e da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras.

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Segundo Nilza Iraci, no momento a maior carência das famílias é por produtos de higiene e limpeza. As doações para as vítimas do incêndio/desabamento devem ser levadas diretamente às lideranças dos movimentos, em frente à igreja, ou para a Cruz Vermelha Brasileira (Avenida Moreira Guimarães, 699.

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